quarta-feira, 27 de fevereiro de 2008

Tabaco: nova lei diminui clientes

Os comerciantes de Braga queixam-se da nova lei do Tabaco, não se sentem informados e confessam que perderam clientes desde o início do ano. Dois meses após a aplicação da nova lei, o Bloco100Notas foi ouvir comerciantes que permitem e proíbem fumar nos seus estabelecimentos, bem como fumadores e não-fumadores.

José Dias é proprietário de um estabelecimento onde não é permitido fumar e entende que não está bem esclarecido quanto à lei. Dias afirma que "esta está pouco clara", dando como exemplo, o desconhecimento do tipo de extractor de fumo legal.

O proprietário do café considera que "quem fiscaliza não tem certezas sobre o que inspeccionar", apesar de ressalvar, "nunca tive qualquer inspecção". O comerciante entende que "os estabelecimentos onde é permitido fumar têm alguma cunha que os avisa das fiscalizações”. Desde a aplicação da nova lei, o comerciante assegura que perdeu clientes habituais. Para inverter esta tendência o empresário afirma que "estou a pensar colocar um extractor quando a lei estiver clara".

Já no estabelecimento de Ermelinda Antunes é permitido fumar. Sobre a nova lei, Antunes confessa que "sinceramente não a conheço. Isso é com o meu marido". Apesar de agora o dístico na porta ser o azul, que informa os possíveis clientes da possibilidade de fumar no interior do estabelecimento, antes era vermelho. Reunidas as condições que julgam ser as correctas, os proprietários alteraram o dístico. "No início perderam-se muitos clientes com a proibição. Agora, que é permitido fumar, alguns voltam", afirma a proprietária.

Sobre a fiscalização, Antunes indica que a Autoridade de Segurança Alimentar e Económica (ASAE) ainda não passou no seu café. "Uns dizem que já passaram por Braga, outros que não", refere Antunes.

Fumador e não-fumador concordam com a nova lei

António Reis e João Petiz frequentam habitualmente estabelecimentos onde antes era permitido fumar. Reis fuma, Petiz não.

António Reis, estudante do 3º ano do curso de Relações Internacionais da Universidade do Minho, encontra-se à porta de um café, enfrentando a forte chuva, para poder usufruir do prazer que o tabaco lhe proporciona.
No entanto, esta situação não o incomoda. "Há pessoas que se sentem mal, discriminadas, mas eu acho que, a favor do progresso, tenho que me sujeitar à lei". Mesmo disposto a acatar as proibições da nova lei, o estudante diz que se tiver oportunidade de optar entre um café onde se possa fumar e outra que proíba, vai escolher o que permite. Sobre a nova lei reconhece que pode ser positiva.

João Petiz, estudante do 1º ano de Psicologia da mesma universidade, passou com a nova lei, por norma, a escolher cafés onde não se possa fumar, "para poder respirar melhor", garante. É a favor da nova lei e diz ser "óptima para a redução do número de fumadores e para a criação de um ambiente mais convidativo nos estabelecimentos públicos".


consulte aqui a nova lei do tabaco

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