O projecto de oficina de jornalismo Comum nasceu em 1994 como jornal, tendo como direcor Luís Miguel Marçal. Após várias metamorfoses o jornal conheceu uma nova cara coordenada pela direcção encabeçada por Rui Rocha, uma nova imagem no on-line e o lançamento de uma versão imprensa.
A propósito do lançamento da versão imprensa as opiniões divergem bastante no campus de Gualtar, o local que foi possível contactar. Carolina Gouveia, Rita Cunha e João Sampaio confessaram não ter conhecimento do Comum até ele aparecer no campus. Para Gouveia o Comum era desconhecido até ter contactado com o jornalista. A aluna de Psicologia assume que “não costumo ler jornais apesar de achar que a informação é importante hoje em dia”.
Já as perspectivas de Cunha e Sampaio divergem. Para a aluna de Engenharia Biomédica, Rita Cunha, o Comum “fala de muitos temas em geral, alguns sem interesse e que não tem sentido fazer num jornal académico”. João Sampaio, aluno de Relações Internacionais, por outro lado afirma que o Comum “é interessante. É bom ter uma nova perspectiva mas não acho que se destaque muito dos outros jornais”, frisou.
Para o funcionário do Gabinete de Apoio ao Aluno de Gualtar (GAAG), Bernardo Cunha, o “Comum é mais do mesmo. É como os desportivos, o que trás um trás outro”, numa alusão ao Académico. Sobre a independência dos jornais na academia, Cunha afirma que “não vejo em que é que o Académico não é independente. A nova direcção do jornal é completamente autónoma”, enfatizou.
Sobre a questão delicada da independência de um jornal, o Bloco100notas contactou o professor Joaquim Fidalgo. Fundador do Público e director do encerrado UMJornal, Fidalgo entende que “as pressões no jornalismo existem e existirão. O problema está em os jornalistas cederem ou não cederem às pressões”. A este propósito, Fidalgo notou que “à partida, a vida [do Comum] pode estar mais facilitada”. Pertencente ao Grupo dos Alunos de Comunicação Social da Universidade do Minho, o Comum não está ligado a nenhuma instituição com poder de decisão na universidade. Contudo, ressalva Fidalgo, “não quer dizer que um jornal ligado a uma instituição, a uma associação ou a um serviço seja por isso dependente”.
Sobre este assunto escute a opinião de Rui Rocha
Âncora da edição imprensa, “a versão on-line teve cerca de mais 30% de visitas, semanalmente”, após a primeira edição do Comum papel, segundo Rui Rocha. Quem conhecia o Comum on-line era Bernardo Cunha. O funcionário do GAAG notou que, não sendo leitor assíduo o “on-line antes tinha mais notícias”. O desejo de Cunha para o Comum é que o jornal “não fique por meia dúzia de números. Eu já estou cá há muitos anos e já se fizeram muitos jornais, mas depois da primeira dúzia de números as pessoas cansavam-se e o jornal pura e simplesmente desaparecia”.
Uma oficina de jornalismo Comum
Os alunos de Ciências da Comunicação da UM são convidados a escrever no Comum. Numa permuta de conhecimentos, procura-se melhorar técnicas jornalísticas e redacção noticiosa.
Sobre este assunto escute a opinião de Rui Rocha
Mas apesar de ser um projecto de voluntariado, a responsabilidade do colaborador/redactor é essencial para o bom funcionamento da redacção. Caso alguém não cumpra, pode ser convidado a sair.
Alojado anteriormente no domínio comumonline.net, todo esse arquivo desapareceu com a nova direcção de Rui Rocha. A esse propósito o director esclareceu que “tínhamos de pagar o portal" e como iam lançar o novo comum, num novo domínio, "não houve tempo de salvar o arquivo".
Sobre este assunto, história e antigo portal do Comum, Victor Ferreira, director antes de Rui Rocha, tem uma perspectiva muito própria.
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