quarta-feira, 19 de março de 2008

Ciberjornalismo: tecnologias e tendências

O ciberjornalismo surge como o próximo passo na função informativa. Após os pregões, a afixação de informações nas portas de instituições públicas, o papel, a rádio e a televisão, a Internet apresenta-se como o próximo meio de informação. Tratando-se de algo em fase experimental, o ciberjornalismo ainda vive de experiências e é o usuário quem determina o caminho a seguir.

Entre inúmeras vantagens e desvantagens, o ciberjornalismo é encarado pelos cidadãos “como o futuro, a par com os outros jornais grátis”, na opinião de Filipe Oliveira, aluno em mestrado de Marketing e Gestão Estratégica, da Universidade do Minho (UM). Para Oliveira, a palavra ciberjornalismo nada significa. O seu contacto com “ciberjornalismo” resume-se às edições impressas gratuitas dos jornais que as disponibilizam on-line. O único ciberjornal que conhece é o Comum mas “isso não é um jornal”, exclama.

Entendendo o ciberjornalismo como “o sub-campo do jornalismo que emprega o ciberespaço para investigar, produzir e, sobretudo, difundir conteúdos jornalísticos”, segundo o professor de ciberjornalismo da UM, Sérgio Denicoli, procurou o Bloco100Notas saber se a opinião de Oliveira é isolada. Carlos Rodrigues, aluno de mestrado em Educação e Daniela Ribeiro, do 2º ano de Psicologia, provam que não. “Só leio no on-line as versões impressas”, declaram. Ribeiro, por seu turno, praticamente não utiliza a Internet para se informar. “Prefiro os meios tradicionais, mas reconheço que na Internet é mais fácil chegar à informação por causa dos links”.

Confirma-se a ideia de Denicoli que “a linguagem ciberjornalística é algo ainda novo e muito aberto, susceptível às mudanças e inovações criativas”. As vantagens que Denicoli enuncia como o “maior acesso aos leitores dissociados geograficamente, maior aproximação entre o leitor e o jornalista, actualização contínua da informação e combinação de formas diferentes de comunicação, como textual e/ou audiovisual” esbarram, por exemplo, na lenta actualização dos sites dos jornais.




Sites dos jornais -> Cyber Journalist ComumJNPúblicoComum

O jornalismo feito em redes digitais sugere um novo paradigma, com destaque para o “cidadão jornalista” e os telemóveis como máquina de comunicação. O “cidadão jornalista”relata acontecimentos vividos pelo próprio ou por alguém próximo e, através das potencialidades das novas tecnologias, weblogs em particular evidência, informa na Internet algo que se passou. Assume o papel de jornalista e vive de perto a experiência jornalística. Contudo, esta tendência assume enormes riscos. Coloca-se em risco a credibilidade, o rigor informativo e a isenção desses conteúdos. Os telemóveis evoluíram de simples meio de comunicação pessoal para máquinas profissionais onde é possível fotografar, filmar e relatar em directo um acontecimento.

O advento do ciberjornalismo possibilita novas formas de informar o cidadão, de interagir com ele e de assegurar canais de informação que permitem que esta nova tendência optimize as actualizações tecnológicas. Exemplos disso são estes sites Estudiantes, Politifact, Quiz, Politics.

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